"A grande beleza do ser humano é não haver sido terminado ainda."

terça-feira, 20 de setembro de 2011

APOSENTADORIA PARA LADRÃO.

APOSENTADORIA PARA LADRÃO.
Li em alguns jornais, mas não lembro quais - pois a maioria  publicam somente mesmices  -  que seria aumentada a idade para o requerimento de aposentadoria, mas até aí tudo bem, pois não entendo nada de Economia. E para ser mais sucinto estou convicto de que não estou entendendo mais de nada.
Há poucos dias assistindo ao “Jornal Nacional” que no momento comentava o assassinato de um estudante universitário que teve como causa do crime “tentar correr em busca de seu carro”. E como não obedeceu as ordens do SENHOR LADRÃO foi assassinado.  O SENHOR LADRÃO afirmou – perante o delegado - que não havia sido o autor dos disparos que mataram o estudante.
 No entanto o que mais me chamou atenção foi a entrevista do advogado RENATO BADAN ao afirmar que O SENHOR LADRÃO não havia mencionado o nome do autor dos disparos por uma questão de ÉTICA, dado que toda PROFISSÃO tem sua ética.
Sabe-se que a ÉTICA foi fragmentada, por exemplo, ética médica, ética do serviço público, ética do Direito e tantas outras, mas eu desconhecia A ÉTICA DO LADRÃO. Assim como gostaria de saber qual A ÉTICA DESTE ILUSTRE ADVOGADO. Portanto, os servidores que trabalham em órgãos de aposentadoria não fiquem constrangidos ao receberem um pedido de APOSENTDORA DE UM LADRÃO encaminhado pelo ilustre e ÉTICO advogado RENATO BADAN.
Por isso rogo aos ilustres servidores que o tratem muito bem – pois isso é peculiar dos senhores servidores -, visto que LADRÃO É UMA PROFISSÃO e além do mais OS SENHORES LADRÕES SÃO PESSOAS ÉTICAS, portanto, merecem nosso respeito como qualquer outro profissional que trabalhou com toda dignidade.
Luiz Vieira.

domingo, 7 de agosto de 2011

O psicanaliista Clínico e a Universalidade de Conhecimentos

Luiz Vieira.

     Sobral-Ceará.
RESUMO.
A vida de uma pessoa é célebre porque se tornou conhecida mundialmente, portanto  tem sua história, assim como a de qualquer ser humano que nasce, cresce e morre de maneira anônima, portanto, a diferença entre ambos é a diversidade dos fatos. No entanto, todos eles têm sua história e contribuíram com história como um todo de acordo com o potencial de cada um. Portanto a Psicanálise nasceu na Suíça e conseguiu atravessar continentes, porque teve a contribuição de várias ciências humanas e exatas. A Psicanálise mesmo como uma técnica de tratamento torna-se necessário o conhecimento de outras ciências humanas no momento de aplicá-la. E sua evolução torna-se necessária, dado que todas as épocas apresentam suas patologias comuns.
PALAVRAS-CHAVES – história, universalidade de conhecimento, vocação.

RESUMEN.
La vida de una persona  és hermosa, ya que se hecho conocido em todo el mundo por lo tanto tiene su historia, así como cualquier ser humano que nace, crece y muere de manera anónima, por lo tanto, la diferencia entre ellos es la diversidad de los hechos. Sin embargo, todos han contribuido a su historia y la historia así como cualquier ser humano que nace, crece y muere de manera anónima, por lo tanto, la diferencia entre ellos es la diversidad de los hechos. Sin embargo, todos han contribuido a su historia y la historia como un todo de acuerdo con el potencial de cada uno. Así que el psicoanálisis nació en Suiza y logró cruzar continentes, porque tenía la contribución de las diferentes ciencias humanas y exactas. Incluso el psicoanálisis como una técnica de tratamiento se hace necesario conocer otras ciencias humanas, cuando lo están aplicando. Y su evolución es necesaria, como todas las veces que sus patologías más comunes.
PALABRAS-LLAVES – historia, universalidad de conocimento, vocación.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            





Este artigo tem como objetivo dá continuidade à discussão sobre o leque de conhecimentos que se torna condição necessária a todos aqueles que pretendem tornarem-se psicanalistas. O referencial teórico fica subentendido, dado que este é requisito indispensável, pois sem este desaparece o profissional competente que será substituído pelo charlatão com ou sem diploma.
Tornar-se psicanalista é submeter-se a um processo lento e gradual de estudo de várias formas de histórias. A caminhada é do simples para o complexo, visto que a primeira história é daquele que se propõe estudar psicanálise. A tarefa é árdua, pois há mais de dois mil anos os gregos apontavam como principio de auto-reflexão dos nossos conhecimentos e de nossas limitações em todos os aspectos: “Conhece-te a ti mesmo”.
 Nessa advertência está contida a recomendação de que temos necessidade de auto-reflexão ou auto-análise e até mesmo de análise, porque a maioria dos seres humanos desconhece sua verdadeira história pessoal. Assim como ignora seu potencial e principalmente seus defeitos de caráter.  Portanto, a psicanálise como método terapêutico, torna-se algo indispensável, porque jamais se poderá mudar uma atitude errônea sem antes conhecê-la.
Neste trabalho de autoconhecimento é que o psicanalista vai formando sua história através de autodescobertas. E conclui que sua história que foi feita não somente por ele e por seus familiares, mas até por muitas pessoas desconhecidas que tomaram decisões que influenciaram de forma direta na vida do analisando.
Depois vem o segundo passo que é a história do analisado que necessita ressignificar acontecimentos desagradáveis cujas lembranças ainda continuam vivas seja na memória recente ou remota.
A história do analisado relatada ao analisando é a busca de uma saída para seus pensamentos, sentimentos e emoções mal resolvidas. Portanto, a crença do analisado é encontrar nas palavras do analisando um lenitivo para seu sofrimento psíquico, que infelizmente é uma dor que ninguém vê.
O encontro do analisando e do analisado é um momento que está muito de uma conversa comum, pois o objetivo transcende o profano e chega aos limites do sagrado, porque é reinicio da criação de um novo ser humano.
O par analítico tenta consertar estragos de relações, principalmente com aquelas pessoas que lhes pareciam mais confiáveis, por exemplo, filhos que não corresponderam as expectativas, amores que se transformaram em ódio, sonhos que se transformaram em pesadelos.
E deste momento sagrado, que é encontro entre analisando e analisado, é que vai surgir a recriação de uma pessoa humana. E qualquer criação humana quer seja uma obra de arte ou uma ciência tem sua história, isso já foi dito por tantas pessoas estudiosas que se dedicam no aprofundamento de uma determinada ciência, portanto é fato inquestionável. E no desenvolvimento de sua trajetória as personagens vão desenvolvendo seus papéis onde cada uma se torna imprescindível de acordo com seu saber ou competência.
A hierarquia das personagens em principais ou secundárias fica por conta de nossa imaginação, que muitas vezes funciona como produto de nosso inconsciente cultural, e a própria dimensão do relato poucas vezes atende a redução consensual do discurso.

O Pioneirismo grego.
Os gregos foram pioneiros no estudo de várias pesquisas inclusive no estudo do ser humano, por conseguinte, o psicanalista não tem nenhum dever ser bacharel ou licenciado em Filosofia, mas tem obrigação de conhecer algo sobre esta ciência, não somente a trilogia grega: Sócrates, Platão e Aristóteles, mas partindo de suas raízes, pois vários pré-socráticos deixaram sua contribuição à Psicanálise.
A Grécia e suas colônias foram o berço de várias ciências, inclusive a Psicologia, visto que esta era um capítulo da Filosofia, pois esta estava dividida em cinco partes: Ética ou Moral, Estética, Lógica, Metafísica e Psicologia Fontoura, (1968).
A crença de que o ser humano não é apenas o corpo físico (massa) surgiu muitos antes do cartesianismo, visto que, não somente os gregos, mas também os povos orientais já defendiam  a idéia de que o homem era formada por uma dualidade: corpo e mente, embora, não abordasse sua conexão.
 Quando falamos da filosofia grega sempre nos vem em mente a trilogia acima mencionada, mas tantos outros filósofos deram sua contribuição no sentido do avanço de várias ciências, inclusive da psicologia. Por exemplo, Heráclito, que viveu há mais de dois mil e quinhentos anos, e muito pouco conhecemos de seus escritos, deixou sua contribuição à psicologia moderna.
Sabemos que deste filósofo existem apenas fragmentos de seus escritos, no entanto este afirmava que tudo era mutável, por isso todos os seres animados ou inanimados vivem inseridos num processo de mudanças, ou seja, num constante devir ou vir-a-ser; portanto, na sua concepção nada é estático, tudo é dinâmico. E uma de suas contribuições a psicologia foi no sentido que lembrar que o mundo psíquico do ser humano também é mutável. Em Freire (1997) encontramos esta afirmação no sentido de que ao psicólogo não trabalha com unidades fixas, mas com algo em processos mutáveis, onde as variações são inevitáveis.
Nesta caminhada histórica partindo das raízes da psicologia poderíamos citar vários filósofos gregos que contribuíram de maneira direta no sentido de que a psicologia se tornasse ciência. Podemos mencionar Pitágoras que contribuiu para criação do método quantitativo usado pela psicologia. Anaxágoras que protestou contra o reducionismo ou elementismo que a Gestalt também protesta.
A verdade medida  e quantificada.
Depois veio a idéia de que somente poderíamos considerar ciência algo que fosse submetido a experimentação, ou seja aquilo pudesse ser demonstrado mesmo a olho nu, mas não podemos esquecer de que essa forma de pensar faz parte de época da história, mas para que determinado conhecimento mereça ser catalogado como ciência não se torna obrigatório o aval do laboratório.
Não podemos restringir ou aprisionar qualquer forma de ciência a quatro paredes, visto que o termo ciências vem do latim scientia e significa conhecimento. Mello, (2001). Todavia se entendermos que ciência é somente o que pensavam os estudiosos na época do Renascimento temos que admitir que alguém se julga dono da verdade, dado que todo conhecimento verdadeiro pode ser considerado científico.
Mesmo sendo observada por esse prisma não mais se questiona que a Psicologia é uma ciência, no entanto o que existe é excesso de “ismos” que, na minha concepção, dificulta o desenvolvimento desta ciência. É certo que as discordâncias e as discussões a respeitos de conceitos, condutas e outros procedimentos é salutar, pois à medida que uma ciência avança tornam-se necessários debates para o ajustamento de certos pontos, no entanto Dorin, (1978) não podemos esquecer que a psicologia como ciência é uma só, mas em alguns pontos ainda não houve concordância entre os psicólogos.
É certo que existem vários ramos da psicologia, no entanto, mesmo em se tratando da psicologia clínica ou a psicologia como método de tratamento as divergências também são grandes. Pode-se observar através de várias autodenominações que alguns analistas lhes dão: freudiano, junguiano, reichiano e outros.
Por isso se torna necessário de sair desse sistema fechado e acreditar que a sabedoria nasce da mesma fonte, no entanto se percebe claramente que não é somente a psicologia, mas que as ciências sofrem fortes influências do sistema social político e econômicos de uma época.
Em se tratando da Psicologia, por exemplo, pode ser comparado somente três momentos: quando esta estava sob total influência do Cristianismo, do Renascimento e na época da biologização em massa dos dias atuais.
Quando alguém se propõe ser psicanalista torna-se necessário conhecer algumas passagens da História para haja a possibilidade de compreender determinadas atitudes que são totalmente peculiares. Por exemplo, Dorin, (1978) em 1879, Wundt fundou o primeiro laboratório de psicologia, portanto é considerado o pai da Psicologia Moderna. E no Brasil a Psicologia somente foi reconhecida com ciência nos anos setentas. Qual a razão para explicar esse atraso de quase cem anos?
 Ainda pode ser citado outras formas de conhecimento que são reconhecidas como ciência em países de primeiro mundo e no Brasil não é considerada ciência, por exemplo, a Parapsicologia.
Nesta caminhada histórica chega-se ao Século XXI e ainda se encontra intelectuais que se preservam em definir psicanálise como ciência, mas apenas como estudo. Encontramos em Chauí, (1998) o conceito de psicanálise não como ciência, mas como estudo, assim a filósofa classifica como estudo não somente a psicanálise, assim como a psicologia, a antropologia, a economia e a história.
O próprio Freud mostrou-se cauteloso ao defini-la. Isso não foi logo no inicio de suas investigações, pois depois de mais de vinte (20) anos de pesquisa, ou seja, em 1923 quando o pai da psicanálise dava um conceito da mesma para a Enciclopédia Britânica. Em Mijollo, (2008) o termo psicanálise vem descrito como um procedimento, como um método, para investigações de processos mentais que seriam quase inacessíveis de outro modo.
E como antes já foi mencionado que a psicanálise trabalharia com as neuroses e as psicoses brandas. No entanto, essas informações psicológicas poderão se fundir numa disciplina científica.
 No entanto, há autores que têm a convicção de que a psicanálise é uma psicologia profunda, portanto, é uma ciência, razão porque possui sua história própria. Por isso o psicanalista tem a obrigação de conhecer da psicanálise, mas sem esquecer que a história dessa ciência, como a de outra qualquer ciência, está inserida na macro-historia.
No entanto, há aqueles se apóiam na convicção de que a psicanálise é uma Psicologia Profunda Berg, (1980) por acreditarem na existência interna ou subjetiva da pessoa humana e nas camadas – superpostas ou não – como alguns imaginam - que somos portadores de processos mentais inconscientes.
Portanto, o psicanalista tem a obrigação de conhecer História, a fim de contextualizar as doenças mentais de acordo com determinada época, por exemplo, como eram catalogadas determinadas patologias mentais durante a Idade Média, a Histeria no Século XX e a Depressão no Século XXI.
Qualquer um que tenha a pretensão de estudar qualquer ciência social jamais poderá deixar de conhecer o pensamento de Rosseau e Hobbes fazendo um estudo comparativo de ambos para tentar entender a verdadeira natureza humana. Também não pode esquecer Marx, uma vez há várias semelhanças entre este e o pai da psicanálise.
 E nesta caminhada entrar em contato com o pensamento dos adeptos da Escola Frankfurt, pois foram os responsáveis pelo desligamento definitivo entre a psicologia filosófica e psicologia como ciência da conduta dos serres vivos.
Há vários milênios que os estudiosos tentam priorizar uma categoria para enquadrar o humano, embora ainda não se tenha encontrado o lugar para que fosse feito esse enquadramento, mas não se pode omitir a influência cultural, por isso as concepções de homem vão mudando mediante as ocorrências nas formas de existir do ser humano. Portanto, o psicanalista não pode ignorar a realidade cultural na qual ele e o analisado estão inseridos.
O psicanalista jamais poderá deixar de conhecer Antropologia, pois o analisando não poderá resumir seu encontro com analisado num debate ou escuta técnica. Portanto, o conhecimento antropológico é indispensável ao analisando, uma vez que esta ciência preocupa-se com tudo aquilo que foi criado pela sociedade.
O psicanalista não pode e não deve isolar a situação econômica do analisado, pois Costa e Silva (1995) tece um longo comentário sobre um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard onde mostra que a maioria dos doentes mentais encontram-se nos países subdesenvolvidos, ou seja, as pessoas pobres sofrem mais de distúrbios mentais do que as pessoas ricas.
A experiência vivida mostra que um morador de uma favela nasce - muitas vezes – sem nenhuma assistência médica, portanto estão mais susceptíveis a trauma do  parto e contusões cerebrais. Por isso é muito diferente a assistência médica que dispensada a um morador de uma favela daquela que oferecida a um habitante de um bairro da Suécia. O autor acima mencionado afirma que os casos de  meningites e encefalites são muito mais comuns nos países pobres.
Ainda mencionando Costa e Silva (1995) que aborda um estudo realizado pelo Banco Mundial constatou que os casos de oligofrenia são três vezes mais comuns nos países subdesenvolvidos.

O ser humano é único.
O estudioso da mente humana tem de ser portador de uma universalidade de conhecimentos, razão pela qual não se concebe que qualquer profissional dessa área desconheça Sociologia, principalmente, as processo sociais: interação, cooperação, competição, conflito, acomodação, assimilação porque estes dirão muito sobre as causas e as conseqüências da sintomatologia do analisado. Está comprovado que muitas vezes a doença funciona como um pedido de socorro daquele que está vivendo uma relação conflituosa com o meio ou consigo mesmo.
O psicanalista clínico não trabalha com terapia medicamentosa, mas não pode desconhecer os princípios elementares da Psiquiatria e da neurologia, pois sem esses conhecimentos seria totalmente impossível esse tipo de profissional fazer pelo menos a diferença entre neurose e psicose, uma vez que a é recomendada no tratamento das neuroses e das psicoses brandas.
Mesmo que não possa e não deva tratar de uma de uma perturbação neurológica, psiquiátrica ou endócrina, mas não pode desconhecer o funcionamento do sistema nervoso e endócrino.
A conclusão deste artigo deve ser mencionada Siqueira (1998) que aborda uma qualidade indispensável do psicanalista e a qual está na íntegra: “Para ser psicanalista é preciso compreender os próprios sonhos, estar familiarizado com o inconsciente, conhecer as próprias mazelas e prestar-lhes atenção constante, ser capaz de sentir empatia, responder intimamente ao outro. E gostar de gente. Sem isso, com ou sem erudição, com ou sem crise, nada poderá ser feito”.






BIBLIOGRAFIA.

BERG, Jan Hendrik Van De, Psicologia Profunda. São Paulo: Mestre Jou,  1980, 16.
CHAUÍ, Marilena, Convite à Filosofia. 7 ed. São Paulo: Ática, 1998, .277.
COSTA E SILVA, Jorge Alberto Costa. Mentes que sofrem. São Paulo: Abril “Veja” 28 de junho de 1995, p. 7 a 9.                                     
DORIN, Lannnoy; Psicologia Geral. 11 ed. São Paulo: Editora Brasil, 1978, 22, 22.
FOUTORA, Afro do Amaral, Psicologia Geral. 16 ed. Rio de Janeiro: Aurora, 1968 25.           
FREIRE, Izabel Ribeiro; Raízes da Psicologia. 6 ed. Petrópolis, 1997, 25.
MELLO, Luiz Gonzaga de; Antropologia Cultural. Petrópolis: Vozes, 2001, 16.
MIJOLLO, Alain de Dicionário Internacional de Psicanálise. Volume II, São Paulo: Imago, 2008, 1442.